Iniciativa porque a cidadania se faz de participação e compromissos. Comuns porque o ativismo, a militância e o trabalho coletivo são as práticas emancipatórias a que nos habituámos e a que nos queremos habituar. E porque o melhor vem de baixo e quer nivelar por cima e lado a lado, pela reciprocidade e pela gratuitidade, pela expansão dos bens e serviços públicos e comuns. Acreditamos que à palavra iniciativa não tem que se seguir a palavra privada.

Iniciativa dos Comuns, também, porque partilhada com quem entende que o futuro tem partido, como afirmaram os comunistas portugueses no seu centenário, e que há votos que se fazem para todos os dias do ano. Companheiras e companheiros de estrada, mesmo se nem sempre de acordo quanto à estação de rádio que vale a pena irmos ouvindo durante a viagem.

Iniciativa dos Comuns, ainda, porque, não escondendo ao que vimos, sabemos que o futuro está sempre em aberto e o senso comum em disputa – isto é, em função do que fizermos de forma solidária, mas também crítica, com quem nos identificamos, mas também com quem ainda desconhecemos e nos cruzaremos nas associações de bairro, coletividades e sindicatos, nos locais de trabalho e nas escolas, nas redes sociais e comunidades a cuidar e a reinventar, por uma política de comunicação e uma comunicação política sensível a todos nós, comuns.

Iniciativa dos Comuns porque interessadas pelo correr dos dias e pela história do século, das lutas anticoloniais à revolução de abril. Porque estamos nas lutas anticapitalistas, em sintonia com os movimentos ecologistas, o anti-imperialismo, o antirracismo, os movimentos de imigrantes, os feminismos, o movimento lgbti+ e todas as formas de lutas de classes.

Estamos aqui, então, para as conversas, assembleias, ações e campanhas que tomem curso além do momento de uma eleição.

Sempre em comum.

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