Iniciativas

Agenda

Oficina de comunicação contra o aumento dos preços nos bairros
Domingo, 2 de Outubro de 2022, 10h00 – 17h30
Associação Cultural Moinho da Juventude – Sala Multiusos (Travessa do Outeiro 1, 2610-202 Cova da Moura, Amadora)

Inscrição para a oficina e almoço: https://forms.gle/aSowiAgx7QhnL89J9

A Iniciativa dos Comuns organiza a oficina «como fazer uma campanha contra o aumento de preços nos nossos bairros» que contará com a participação de activistas e especialistas em comunicação, redes sociais e trabalho comunitário.

A iniciativa tem como objectivo discutir, reunir e acrescentar os conhecimentos das pessoas sobre estratégias de comunicação nas redes sociais na era do capitalismo de vigilância, em que o racismo e a xenofobia se tornaram mais marcantes, actuando como dispositivos de diferenciação, precipitação da morte e da exploração acrescida dos sectores mais populares.

A discussão será política, mostrando como as desigualdades sociais se expressam nos aparelhos de comunicação; mas será desejavelmente subversiva, pensando formas para ultrapassar o controle existente nos algoritmos na Internet e na propriedade dos meios de comunicação e conseguir uma comunicação mais eficiente e voltada para acção e empoderamento das pessoas.

Serão abordados exemplos de sucesso de mobilização das comunidades contra a violência policial, os despejos de casas e a favor das reivindicações das comunidades nos bairros.

A oficina acabará com o desenhar de uma campanha nos bairros em favor de políticas que combatam o aumento de preços da energia, alimentos, combustíveis e habitação que tornam cada vez mais insustentável a vida de todos.

Algumas pessoas que vão participar com intervenções na formação:

  • António Brito Guterres, assistente social e organizador do Festival Iminente;
  • Flávio Almada (LBC), coordenador do Moinho da Juventude, rapper e activista da Iniciativa dos Comuns;
  • Joana Mouta, dirigente da associação Passa Sabi;
  • Pedro Batalha, publicitário e especialista em marketing de guerrilha;
  • Renato Teixeira, assessor de comunicação com experiência na luta dos estivadores;
  • Teresa Ferraz Miranda, assessora de comunicação;
  • Walter Lippold, autor do livro Colonialismo Digital: por uma crítica hacker-fanoniana.

Horário da Oficina (2 de Outubro):

  • 10h00 – 13h00: Discussão
  • 13h00 – 15h00: Almoço convívio
  • 15h00 – 17h30: Concretização da campanha

Confirmar inscrição na oficina e no almoço (indicando cachupa ou opção vegetariana) até quinta-feira, dia 29 de Setembro, neste formulário: https://forms.gle/aSowiAgx7QhnL89J9

ARQUIVO

Trabalho em luta – 1.ª assembleia
Sexta-feira, 24 de Junho de 2022, 19h00
BOTA – Base Organizada da Toca das Artes (Lisboa)

Intervenções iniciais de Ana Ferreira (investigadora universitária e sindicalista), Nuno Rodrigues (ex-estafeta na Glovo) e Daniel Negrão (membro do Sindicato Nacional de Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações).

Dos conflitos travados a partir do chão de fábrica às assembleias de trabalhadores, das concentrações nas empresas às grandes manifestações sindicais, da raiva pessoal à organização coletiva do protesto, o TRABALHO é um elemento central na produção de desigualdade tanto aqui, como no resto do mundo. O TRABALHO é, também, um campo fundamental onde radicam a resistência popular, a crítica e a alternativa ao desenvolvimento do capitalismo. 

A Iniciativa dos Comuns organizará assembleias periódicas em torno de experiências de luta laboral desenvolvidas em diferentes sectores – da agricultura intensiva às grandes cadeias de logística, distribuição e venda, da indústria à educação, da saúde aos transportes metropolitanos, das pequenas e médias empresas à cultura intermitente e aos trabalhos informais. A primeira reunião desta assembleia permanente terá lugar já no dia 24 de junho, às 19h00, na BOTA, em Lisboa.

Para lá das (des)ordens (neo)liberais
Quarta-feira, 8 de Junho de 2022, 18h00
Sala Keynes da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

Chamemos-lhe liberalismo ou neoliberalismo, a verdade é que há uma ideologia que tem sido dominante nas últimas décadas.
Garantiram-nos que uma certa forma de capitalismo constituiria o fim da História, conciliando liberdade e democracia, garantindo a paz pela globalização, reduzindo as desigualdades internacionais e enfrentando as alterações climáticas pelos mercados. Será mesmo assim?
Esta assembleia da Iniciativa dos Comuns pretende escrutinar o pensamento dominante, através de uma discussão em torno de algumas das principais premissas de uma ideologia por superar.

Teresa Almeida Cravo, Vera Ferreira, João Rodrigues e André Saramago darão, através de breves intervenções iniciais, o pontapé de saída para o debate.